O algodão brasileiro tem
apresentado avanços consistentes em área plantada, produção e produtividade,
impulsionados pela adoção crescente de tecnologias que aprimoram o manejo
agrícola. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 2025 foram
plantados 2,14 milhões de hectares, com a produção de 4,03 milhões de toneladas
de algodão em pluma e valor de produção de R$ 31,3 bilhões. O mesmo
levantamento mostra evolução contínua no rendimento das lavouras: a
produtividade passou de 1.546 kg/ha em 2014 para 1.885 kg/há em uma década,
resultado que evidencia melhorias no sistema produtivo ao longo dos anos.
Entre os insumos que têm despertado
interesse crescente de pesquisadores e produtores estão os bioestimulantes à
base da alga marinha Ascophyllum nodosum. Essa espécie cresce
naturalmente nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente em áreas
costeiras do Canadá, Estados Unidos, Irlanda e Noruega, onde é exposta a
variações de maré, baixa temperatura e alta salinidade. “Nessa condição, Ascophyllum
nodosum desenvolve compostos bioativos associados ao crescimento e ao
equilíbrio fisiológico de plantas, o que explica seu uso em tecnologias
agrícolas”, informa Diego Andrade, gerente de desenvolvimento de mercado da
Acadian Sea Beyond. A extração segue processos que preservam esses compostos
para aplicação em cultivos, como o algodão.
Cerca de 24 relatórios e laudos de
pesquisas já conduzidos com a tecnologia da Acadian apontam que o
bioestimulante influencia parâmetros diretamente relacionados à produtividade.
“As análises registram aumento médio de 8,5% no número de capulhos (maçãs) por
planta. Essa estrutura é responsável por armazenar as fibras do algodão. Há
também crescimento de aproximadamente 13% do peso médio do capulho. Estes componentes
da produtividade indicam potencial impacto no aumento da produtividade da
lavoura”, detalha Andrade.
Estes estudos mostram elevação
média de 5% da produtividade de algodão em caroço, e de 7% da produtividade em
fibra com o uso de produtos da Acadian. “Esses números reforçam a relevância
dos parâmetros avaliados e ajudam a compreender porque o uso da tecnologia vem
sendo estudado em diferentes regiões produtoras”, comenta o gerente.
Segundo Diego Andrade, a formulação
à base de Ascophyllum nodosum contribui para o fortalecimento do
sistema radicular, ampliando a capacidade de absorção de água e nutrientes e
favorecendo o estabelecimento de plantas mais uniformes. “Em áreas sujeitas a
períodos de baixa disponibilidade hídrica, o extrato auxilia a manutenção do
equilíbrio fisiológico da planta e pode contribuir para seu crescimento mesmo
em momentos de estresses da lavoura.” Assim, a tecnologia estimula mecanismos
naturais de defesa da planta, aumenta a resiliência do cultivo aos estresses
ambientais e químicos e melhora a disponibilidade de nutrientes no solo,
aspectos que, segundo ele, têm sido valorizados por produtores que buscam
soluções consistentes e seguras.
Para o especialista, os resultados
apresentados reforçam o potencial dos bioestimulantes derivados de Ascophyllum
nodosum como ferramenta de manejo capaz de apoiar o desempenho do
algodão em diferentes condições de cultivo. “As evidências reunidas até o
momento mostram que a tecnologia atua sobre fatores fisiológicos relevantes
para a cultura e pode contribuir para incrementos significativos da
produtividade. Com novos estudos em andamento, tende a se ampliar o
entendimento sobre seus mecanismos de ação e suas possibilidades de uso no
campo”, complementa Diego Andrade.
Sobre a Acadian Sea Beyond
A Acadian Sea Beyond, fundada em 1981 no Canadá, é a maior empresa
independente de coleta, manejo e extração de plantas marinhas do mundo, além de
ser líder internacional em soluções biológicas sustentáveis baseadas em ciência
para cultivos de alto valor, bem como para cultivos em larga escala. A empresa
está comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores e patenteados,
com foco em sustentabilidade e agricultura regenerativa. Presente em mais de 80
países e com cerca de 400 colaboradores em todo o mundo, a Acadian se dedica à
pesquisa com Ascophyllum nodosum, a alga marinha que deu origem aos seus
bioativadores.




