O verão chegou e acompanhado de um alerta importante para o setor
agrícola. Diversos institutos de meteorologia indicam que 2026 será
influenciado pelo fenômeno La Niña de fraca intensidade. Ele ocorre quando as
águas do Pacífico Equatorial ficam mais frias do que o normal, alterando a
circulação atmosférica e tornando as chuvas mais irregulares em várias regiões
do Brasil, especialmente no Sul, área de grande relevância produtiva.
“As previsões apontam que importante parcela do verão será marcada
por influência do La Niña e a outra parte por condições de neutralidade, mas
mesmo um evento fraco pode coincidir com fases decisivas das lavouras e
comprometer o desenvolvimento das plantas”, comenta o engenheiro agrônomo e mestre
em agrobiologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Bruno Carloto,
que é gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e no
Paraguai.
Nesse contexto de instabilidade hídrica, uma alternativa natural
ganha espaço na agricultura: o uso de bioestimulantes produzidos com extratos
da alga marinha Ascophyllum nodosum. Essa espécie, matéria-prima dos
produtos Acadian, cresce exclusivamente nas águas geladas do Atlântico Norte,
em zonas intermaré submetidas a condições extremas. Ela alterna longos períodos
submersa em água salgada com intervalos exposta ao ar e à desidratação, além de
enfrentar variações de temperatura que podem ir de 40°C no verão a –20°C no
inverno. “Essa resistência extraordinária explica porque seus compostos ajudam,
com eficácia, as plantas a lidar com estresses ambientais”, explica Carloto.
Os extratos obtidos da alga Ascophyllum nodosum são
naturalmente ricos em ácido algínico, manitol, aminoácidos, vitaminas,
polissacarídeos e minerais. “Essa composição favorece o metabolismo vegetal e
ajuda as culturas agrícolas a enfrentar períodos de seca e irregularidade das
chuvas. Entre os efeitos mais importantes estão o desenvolvimento mais profundo
do sistema radicular, a melhora na eficiência do uso da água, a ativação de
mecanismos antioxidantes e a manutenção da fotossíntese mesmo sob estresse”,
detalha o especialista. Assim, segundo Carloto, as plantas preservam o
equilíbrio fisiológico e continuam em desenvolvimento de forma mais estável.
O fortalecimento das raízes permite que as plantas alcancem água
em camadas profundas do solo, enquanto a regulação osmótica ajuda a controlar a
perda de água e a manter a turgescência, que é a firmeza e o enchimento natural
dos tecidos vegetais. Os compostos antioxidantes reduzem os danos causados por
radicais livres, comuns em situações de seca, e a maior estabilidade
fotossintética contribui para o pegamento de flores, grãos e frutos. Esses
fatores se combinam para manter a produtividade mesmo quando o clima dificulta
o acesso à água.
“Diversas culturas demonstram respostas consistentes aos
bioestimulantes à base da alga Ascophyllum nodosum. Em milho e soja, o
uso do extrato aumenta o vigor inicial, fortalece o sistema radicular e reduz o
abortamento de flores e vagens em períodos críticos. No café, há fortalecimento
dos ramos produtivos, menor desfolha e recuperação mais rápida após estiagens.
No algodão, as plantas mantêm folhas mais firmes e hidratadas, apresentam menor
queda de botões florais e formam capulhos mais pesados, e eleva a qualidade da
fibra. Nas videiras, ocorre maior equilíbrio hídrico, cachos mais uniformes e
melhor concentração de açúcares, impactando diretamente a qualidade dos
frutos”, explica o gerente da Acadian.
A aplicação pode ser feita no solo, via foliar ou no tratamento de
sementes, com melhores resultados quando utilizada preventivamente ou nos
primeiros sinais de estresse. Essa estratégia tem se consolidado como um
recurso valioso para reduzir os impactos da seca e da irregularidade das
chuvas. “Em um período em que eventos climáticos variáveis tendem a coincidir
com fases sensíveis das lavouras, recorrer a soluções naturais e eficientes
como Ascophyllum nodosum ajuda a proteger a produção, sustenta a renda
dos produtores e fortalece a sustentabilidade da agricultura brasileira”,
assinala Bruno Carloto.
Sobre a Acadian Sea Beyond
A Acadian Sea Beyond, fundada em 1981 no Canadá, é a maior empresa
independente de coleta, manejo e extração de algas marinhas do mundo, além de
ser líder internacional em soluções biológicas sustentáveis baseadas em ciência
para cultivos de alto valor, bem como para cultivos em larga escala. A empresa
está comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores e patenteados,
com foco em sustentabilidade, produtividade e agricultura regenerativa.
Presente em mais de 80 países e com cerca de 400 colaboradores em todo o mundo,
a Acadian se dedica à pesquisa com Ascophyllum nodosum, a alga marinha
mais estudada no mundo e com resultados consistentes para bioestimulação de
plantas.




