Projeto "Crianças Salvam Vidas": capacitando a próxima geração para salvar vidas

  

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O Instituto “Crianças Salvam Vidas” nasceu do encontro entre as cardiologistas Denise Tessariol Hachul, Luciana Vidal Armaganijan e Veridiana Silva de Andrade que, unidas pelo interesse em arritmias cardíacas e com um propósito comum, tiveram uma visão inovadora para crianças em idade escolar no Brasil.

 O projeto Crianças Salvam Vidas busca transformar a educação em saúde preparando a próxima geração para agir em casos de emergências cardíacas e promover um futuro mais saudável e solidário.

 A saúde cardíaca é uma preocupação global. A cada ano, cerca de 300 mil vidas são perdidas subitamente, a maioria por causas cardiovasculares, especialmente arritmias cardíacas. Nesse cenário, surge o projeto "Crianças Salvam Vidas", uma iniciativa pioneira no Brasil, que visa capacitar crianças e adolescentes em idade escolar a reconhecer e iniciar os procedimentos básicos para a reversão de uma parada cardíaca. 

 Ao propiciar às crianças o conhecimento sobre reanimação cardiopulmonar e a importância da saúde cardíaca, este projeto não apenas busca salvar vidas no presente, mas também semeia um futuro mais saudável e bem-informado. A cardiologista Denise Hachul, uma das idealizadoras do projeto, destaca a importância da educação precoce para que a criança se sinta capaz de fazer a diferença em situações de emergência:

 "Uma parada cardíaca pode acontecer a qualquer momento e saber o que fazer pode salvar vidas. O tempo é precioso! Cada minuto importa para garantir o funcionamento do cérebro", enfatizam. Segundo as médicas, a maioria das paradas cardíacas ocorre fora de ambientes hospitalares, principalmente dentro das próprias residências dos indivíduos acometidos.

 “Quanto mais cedo e mais indivíduos de uma comunidade forem treinados e estiverem aptos, maior a chance de uma vida ser salva, sem danos cerebrais permanentes.”, explica Dra. Veridiana. Andrade

Arritmias cardíacas, que podem levar a paradas cardíacas, são condições em que os batimentos cardíacos se tornam irregulares, muito rápidos ou muito lentos. Os sintomas incluem palpitações, náuseas, desconforto no peito, tonturas e desmaios.

 "Quem está em risco de arritmias e parada cardíaca? São considerados fatores de maior risco o histórico familiar, a idade avançada, doenças cardíacas pré-existentes e hábitos de vida pouco saudáveis, como o tabagismo, o alcoolismo, a obesidade e o sedentarismo",  alerta Dra. Luciana Armaganijan.

 As cardiologistas acreditam fortemente que os jovens podem ser catalisadores de mudança, disseminando informações vitais dentro de suas famílias e comunidades.

 “Sempre acreditei que crianças em idade escolar e adolescentes, além de sua curiosidade e do grande potencial de aprendizagem, são importantes disseminadores da informação dentro de suas famílias e comunidades. Nos dias de hoje, crianças aprendem e reconhecem, desde muito cedo, a importância de pequenas atitudes individuais na preservação do equilíbrio do planeta. Por que não ampliar essa percepção para o campo da saúde?” diz Hachul.

 O projeto "Crianças Salvam Vidas" tem o potencial de ser revolucionário. “Se conduzido com responsabilidade e amplamente divulgado, pode não apenas capacitar as próximas gerações com habilidades para reanimação cardiopulmonar, mas também inspirar muitos a considerarem protagonizar carreiras na área da saúde”, afirmam.

 O projeto "Crianças Salvam Vidas"

 O objetivo mais amplo do programa é integrar este treinamento ao currículo escolar, garantindo que todo aluno em nosso meio tenha acesso a habilidades que podem salvar vidas. Vislumbrar o futuro com cidadãos capacitados para esse fim é transformar a sociedade em um ambiente mais seguro

 Com o apoio da Microport, as fundadoras do instituto levam o projeto adiante, semeando esperança. A crença central da equipe é clara: disseminar conhecimento é a chave para melhorar a saúde em nossa sociedade.

 “Quanto mais cedo e frequentemente a população for exposta a informações, maior será a probabilidade de adesão e, consequentemente, melhores serão os resultados”, dizem as cardiologistas.

 Segundo elas, o nome "Instituto Crianças Salvam Vidas" não foi escolhido por acaso. Ele engloba a essência e o propósito do projeto. Por meio da educação de crianças e adolescentes, é possível não apenas salvar vidas em situações específicas, como em casos de parada cardiorrespiratória, mas também promover uma compreensão mais profunda e ampla da importância da saúde, do bem-estar e da valorização da vida.

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