Celebrado em 25 de junho, Dia Mundial do Vitiligo busca ampliar a conscientização sobre a condição autoimune que provoca a perda da pigmentação da pele e não é contagiosa
O Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, reforça a importância da conscientização sobre a doença e do combate à desinformação. A condição, que ganhou visibilidade mundial ao longo dos anos com o cantor Michael Jackson, é caracterizada pela perda da pigmentação da pele e pode surgir em qualquer fase da vida.
De acordo com a dermatologista Andressa Vargas, o vitiligo é uma doença autoimune em que o próprio organismo ataca os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Ela explica que esse processo leva ao aparecimento de manchas brancas na pele, que podem aumentar de tamanho ou surgir em novas regiões do corpo ao longo do tempo. “O vitiligo é uma doença autoimune em que ocorre a destruição dos melanócitos, levando à perda de pigmentação da pele. Ele não é contagioso e pode se manifestar de diferentes formas clínicas, com padrões variados de distribuição das lesões”, afirma.
Segundo a especialista, embora a causa exata da doença ainda não seja completamente conhecida, fatores genéticos e imunológicos estão entre os principais envolvidos no seu desenvolvimento. O vitiligo pode afetar pessoas de todas as idades, gêneros e tons de pele, mas costuma ser mais perceptível em pessoas com pele mais escura devido ao contraste das manchas.
A médica explica que existem diferentes tipos de vitiligo. “O vitiligo não segmentar é a forma mais comum da doença e geralmente apresenta manchas distribuídas de maneira simétrica em ambos os lados do corpo. Já o vitiligo segmentar costuma afetar apenas uma região específica e normalmente apresenta evolução mais estável”, diz.
Ela acrescenta que há outras apresentações clínicas. “Também existem o vitiligo focal, quando as manchas aparecem em poucas áreas isoladas; o acrofacial, que afeta principalmente mãos, pés e rosto; e o vitiligo universal, uma forma rara em que ocorre perda extensa da pigmentação em grande parte da superfície corporal”, explica.
De acordo com Andressa Vargas, o diagnóstico é realizado principalmente por avaliação clínica e pode ser complementado por exames específicos, como a lâmpada de Wood, utilizada para destacar áreas de despigmentação. Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores são as possibilidades de controle da progressão das manchas.
“O acompanhamento dermatológico é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente. O tratamento pode incluir medicamentos tópicos, fototerapia e outras abordagens que ajudam a estabilizar a doença e estimular a repigmentação da pele”, alerta.
A especialista ressalta ainda que a informação é uma das principais aliadas no combate aos mitos que cercam o vitiligo. “Ainda existem muitas dúvidas sobre a doença, especialmente em relação à transmissão. É importante reforçar que o vitiligo não é contagioso e que pessoas com a condição podem levar uma vida normal. A conscientização é essencial para promover conhecimento e reduzir preconceitos”, conclui.




