Hábito de leitura impacta aprendizado e habilidades socioemocionais ao longo da vida
Celebrado em 18 de abril, o Dia Nacional do Livro Infantil ocorre em um cenário em que apenas 52% da população acima de 5 anos é considerada leitora no Brasil, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. O número mostra que aprender a ler ainda não significa formar leitores.
Entre crianças e jovens, a escola segue como principal espaço de incentivo ao contato com os livros.
Destaques:
52% da população acima de 5 anos é considerada leitora no Brasil
Escola é o principal incentivo à leitura entre crianças e jovens
Novo Plano Nacional de Educação prevê metas de alfabetização e reforça o letramento
Leitura impacta o desempenho em diferentes disciplinas
O tema também aparece no novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036), que inclui metas específicas de letramento e prevê monitoramento periódico. A proposta estabelece, entre outros pontos, o avanço da alfabetização na idade adequada, mas especialistas apontam que o desafio vai além da aprendizagem do código escrito.
“A literatura é a tecnologia mais antiga de desenvolvimento humano que existe. Quando uma criança lê, ela não está apenas decodificando palavras, ela está aprendendo a imaginar, a questionar e a se colocar no lugar do outro”, afirma Marcelo Tavares, diretor-geral do Colégio Sigma.
Na prática, educadores diferenciam alfabetização, que é a capacidade de ler e escrever, do letramento literário, que envolve interpretação, repertório e relação com o texto. É essa segunda dimensão que ainda aparece de forma desigual na formação dos estudantes.
“O contato com a literatura na primeira infância impacta diretamente o desenvolvimento acadêmico e emocional. É uma base que acompanha o aluno ao longo de toda a trajetória escolar”, conclui o diretor.





