Bio Caldo - Quit Alimentos

Cães treinados conseguem detectar câncer pelo olfato, apontam pesquisas científicas

 


Estudos indicam que tumores liberam compostos químicos específicos que podem ser identificados por animais treinados 

Pesquisadores estão descobrindo que cães treinados podem detectar diferentes tipos de câncer por meio do olfato após estudos identificaram que tumores liberam compostos orgânicos voláteis (VOCs) — substâncias químicas geradas pelo metabolismo tumoral — podem alterar o odor do sangue, da respiração e até das fezes.

Em experimentos, os cães treinados demonstraram alta precisão na identificação de amostras de pacientes com câncer. Como foi o caso do trabalho publicado na revista Gut que apontou que um cão treinado conseguiu identificar câncer colorretal com alta precisão ao analisar respiração e fezes, sugerindo que a doença libera compostos químicos específicos que são detectáveis pelo olfato canino. 

Mesmo com os resultados, Danilo Munhóz, coloproctologista da clínica Primazo, comenta que as pesquisas não têm como objetivo substituir exames médicos tradicionais, nem utilizar os cães como ferramentas de diagnóstico clínica, mas sim, identificação dos compostos químicos detectados pelos animais, abrindo caminho para o desenvolvimento de tecnologias capazes de reproduzir esse mecanismo de detecção.

“A grande contribuição desses estudos é ampliar o conhecimento sobre os marcadores químicos liberados pelos tumores. A partir disso, é possível avançar no desenvolvimento de sensores eletrônicos capazes de identificar esses compostos de forma padronizada e escalável”, explica o doutor Danilo Munhóz. 

Uma das tecnologias em estudo, estão os chamados “narizes eletrônicos”, aparelhos desenvolvidos para identificar substâncias químicas liberadas por determinadas doenças. No caso do câncer colorretal, exames como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia continuam sendo os principais métodos para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer colorretal.

Essas novas linhas de pesquisa reforçam a importância da detecção em fase inicial e abrem perspectivas futuras para métodos de rastreamento não invasivos, mais rápidos e acessíveis para a população. 


Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem