Hetrin realiza treinamento sobre doação de órgãos e tecidos para transplantes

 

Treinamento falou sobre a
importância da doação de órgãos e das notificações feitas pelos hospitais



 

Foto: Isabela Maione/ Imed



O Hospital Estadual de Trindade –
Walda Ferreira dos Santos – (Hetrin) instaurou em sua unidade uma Comissão
Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). Com
a supervisão da gerente de enfermagem e presidente da comissão, Pollyana Bueno,
a unidade promoveu recentemente um treinamento com o objetivo de reafirmar a
importância da doação de órgãos e a relevância de possuir uma equipe médica e
multidisciplinar preparada para a captação.



O treinamento contou com as
presenças de Dirce Maria Alves, coordenadora de captação e Karla Gomes,
enfermeira responsável pelo monitoramento dos CIHDOTTs do estado de Goiás.



A CIHDOTT ocupa um papel essencial
na descentralização do processo de transplantes de órgãos, uma vez que as
equipes que a compõe se encontram dentro da instituição notificante,
possibilitando uma identificação precoce dos pacientes em possível morte
encefálica e o início do protocolo para diagnóstico. A presença dessas
Comissões proporciona o aumento no número de notificações, promove o
acolhimento familiar e potencializa as autorizações familiares para a doação.



Além do processo da doação de
órgãos, foram tratados outros temas no treinamento, como o protocolo de Morte
Encefálica (ME), os requisitos para um médico ser capaz de realizar a captação
de órgãos, o papel da CIHDOTT nas ocorrências, a rede de apoio da Central
Estadual de Transplantes de Goiás (CET) e o Sistema Nacional de Transplantes
(SNT), sempre com o intuito de salvar o maior número de vidas possíveis.



Segundo Karla Gomes, é essencial
existir uma cultura de doação de órgãos em todo o ambiente hospitalar e tratar
o processo com muita delicadeza e ética por todos os profissionais. “Tudo pode
influenciar na decisão da família na hora de aceitar ou recusar a doação. Então
é importante pra esse familiar entender tudo o que está acontecendo, saber que
foi feito tudo o que podia ser feito para o ente querido e que ele se sinta
acolhido nesse momento tão difícil”, afirma a enfermeira. Para a multiplicação
de conhecimentos para demais profissionais, foi debatida a importância de um
atendimento sério e empático, desde o serviço de recepção até o da equipe
assistencial.



Para Pollyana Bueno, a CIHDOTT do
Hetrin está se aperfeiçoando e busca estar apt a possíveis captações na
unidade. “O nosso objetivo é sempre salvar a vida do nosso paciente e recuperar
a saúde de quem busca nossa ajuda, mas também sabemos que, infelizmente, nem
sempre é possível. Então vamos buscar a força dessas famílias para salvar até
outras oito vidas que ainda possuem a esperança de serem salvas”, reitera a
presidente da Comissão, que foi instaurada no segundo semestre de 2021.



Doação
de órgãos



O Brasil possui o maior programa
público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a
toda a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo
financiamento de aproximadamente 95% dos transplantes no país. Apesar do grande
volume de procedimentos de transplantes realizados, a quantidade de pessoas em
lista de espera para receber um órgão ainda é grande.



De acordo com a Análise Situacional
dos Transplantes em Goiás, disponível na Gerência de Transplantes da Secretaria
Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), em 2021, o estado realizou mais de 280
entrevistas com as famílias acerca da doação de órgãos, mas apenas 86 doações
foram realizadas. Em números, foram captados 216 órgãos (152 rins, 48 fígados,
13 corações e 3 pâncreas) sendo que 102 foram encaminhados para outros Estados
por questões de credenciamento e logística.



É importante ter ciência de que para
ser um doador de órgãos a pessoa precisa, em primeiro lugar, avisar a família
sobre seu desejo e deixar claro que eles devem permitir a doação, pois no
Brasil o procedimento só é realizado após autorização familiar. Existem dois
tipos de doadores: o vivo, que pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da
medula óssea ou do pulmão, e o falecido, que são pacientes com morte
encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais.



 



Assessoria
de Comunicação do Hetrin



Isabela Maione – isabela.maione@ecco.inf.br



 



 



 

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